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Estudos apresentados no Fórum Económico Mundial apontam para riscos globais

José Maurício Caldeira

World Economic Forum / Foto: Divulgação

José Maurício Caldeira/ World Economic Forum

José Maurício Caldeira, sócio e membro do Conselho de Administração da Colpar Brasil

Incerteza deixou de ser conjuntural e passou a integrar o panorama estrutural da economia mundial, afirma o empresário José Maurício Caldeira

SãO PAULO, SãO PAULO, BRAZIL, February 9, 2026 /EINPresswire.com/ -- A reunião anual do Fórum Económico Mundial, realizada em Davos, na Suíça, que reúne os principais líderes da política e da economia mundiais, reforçou a percepção de que o mundo atravessa um período prolongado de instabilidade. Neste contexto, factores geopolíticos, económicos e tecnológicos conjugam-se para aumentar os riscos globais, com impacto directo no ambiente de negócios.

O Global Risks Report 2026, um dos principais documentos debatidos no fórum, indica que a maioria dos especialistas antecipa um ambiente global turbulento nos próximos anos. Confrontos geoeconómicos, desinformação e polarização política figuram entre os riscos com maior probabilidade de desencadear crises no curto prazo.

“Os relatórios e estudos apresentados no encontro indicam que a incerteza deixou de ser conjuntural e passou a integrar o panorama estrutural da economia mundial”, afirma José Maurício Caldeira, sócio e membro do Conselho de Administração da Colpar Brasil, holding com actividade em vários sectores, como o agronegócio, a indústria e o urbanismo.
Num horizonte de dez anos, as questões ambientais destacam-se entre as principais ameaças. Os fenómenos climáticos extremos lideram a lista, seguidos pela perda de biodiversidade, com colapso dos ecossistemas, e por alterações críticas nos sistemas ambientais do planeta. A desinformação e os potenciais efeitos adversos da Inteligência Artificial surgem em seguida.

Este contexto reflecte-se directamente na percepção das empresas. Segundo um levantamento do Fórum Económico Mundial, 43% dos executivos globais afirmaram que fazer negócios em 2025 foi mais difícil do que no ano anterior, enquanto apenas uma minoria registou melhorias. Barreiras comerciais, instabilidade regulatória, restrições à circulação de capitais e de talentos, bem como a deterioração da confiança entre países, foram apontadas como factores centrais para este resultado.

Para além dos riscos macroeconómicos e geopolíticos, Davos destacou também o agravamento das ameaças no domínio digital. O Global Cybersecurity Outlook, divulgado pelo Fórum em parceria com a consultora Accenture, revela que a rápida digitalização das economias, aliada à disseminação da Inteligência Artificial e ao aumento das rivalidades entre países, ampliou de forma significativa a superfície de ataques cibernéticos.

O estudo alerta que muitas organizações e governos continuam sem preparação adequada para lidar com ameaças mais sofisticadas, susceptíveis de comprometer infra-estruturas críticas, sistemas financeiros e dados sensíveis, agravando os impactos económicos de eventuais crises. “A cibersegurança é um dos grandes desafios da actualidade, tanto para as empresas como para o sector público”, sublinha José Maurício Caldeira.

Outro tema de relevo debatido no encontro foi a transformação das cadeias globais de valor. Um relatório intitulado Perspectivas das Cadeias Globais de Valor 2026 conclui que a volatilidade do comércio internacional deixou de ser episódica e passou a assumir um carácter estrutural. Choques geopolíticos, políticas proteccionistas, conflitos regionais e mudanças tecnológicas estão a redesenhar os fluxos globais de produção e logística.

Para as empresas, este cenário traduz-se em custos mais elevados, maior complexidade operacional e na necessidade de rever estratégias de abastecimento, frequentemente com prioridade à resiliência em detrimento da eficiência. De acordo com o relatório, só em 2025, as disputas tarifárias desencadeadas pelo aumento de tarifas promovido pelos Estados Unidos levaram à reorganização de mais de 400 mil milhões de dólares em fluxos comerciais a nível mundial.

O Brasil participou no Fórum, entre outros temas, com o debate sobre as prioridades e os desafios da transição energética global, área em que se posiciona como um dos principais protagonistas internacionais. Com a aprovação de importantes quadros legais nos últimos anos, como as leis do hidrogénio, da energia eólica offshore e do combustível do futuro, o país considera-se preparado para receber investimentos. “Este enquadramento legal reforça a segurança jurídica e regulatória, condição essencial para atrair investidores”, afirma Caldeira.

A valorização registada na bolsa brasileira no início de 2026 indica que o mercado global procura oportunidades e alternativas para mitigar os riscos económicos, tecnológicos e geopolíticos, num momento em que a confiança entre países e instituições se encontra fragilizada. Mais uma vez, Davos funcionou como um barómetro de um mundo à procura de respostas para um futuro cada vez mais incerto.

Silvania Dal Bosco
ECCO Escritório de Consultoria em Comunicação
+55 11 3888-1144
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